Harangszó, 1957 (4. évfolyam, 1-12. szám)
1957-10-01 / 10-12. szám
a mangedoura, onde soabriste os olhos a primeira luz, rescende, até hője, о perfume da mais esquisita poesia, e о dia do teu natal fez-se para a cristandade о mais formoso dia da terra, о dia azulado e cőr de rosa entre todos, сото о céu da manhä e о rosto das criangas. Elás, de geragäo em geragäo, ficaram sabendo, para fodo о sempre, a história do teu nascimento. E, nessas festas do seu contentamento e da sua inocencia, tens, ó Deus dos mansos e dos fracos, dos humildes e dos pequeninos, a parte mais limpida do teu culto, о raio mais meigo da tua influenda benfazeja. Esses ritos infantis estrelam de alegria as neves polares, orvalham de sua humidade os fulgores tropicais, estendem о firmamento debaixo de nossos fetos e, dentro do nosso espirito mortificado, inquieto, triste роет urna hora de alvorada teliz. Cristo! Como te sentimos bom, quando te vernos entre as criangas e quando as criangas te encontram entre si! Despindo a tua majestade foda, para caberes num seio de mulher e no tamanho de um pequenito, assentaste sőbre as almas um império sutil e irresistível, por onde a espontaneidade da nossa adoragäo continuamente se renova e embalsama nas origens da vida. Todos aqueles, pais, irmäos ou benfeitores, a quem concedeste a bencäo de amar um menino e о tem nos bragos, ou perderam, veem néle a tua imagem, a cópia, idealizada pela fé e pelo amor, do eterno tipo do belő. Divinizando a infanda, nascendo e florescendo com eia, deixaste a espécie humana a reminiscenda mais amável e celeste da tua misericordia para conosco. De cada casa, onde permitiste que gorgeie e pi-pile esta manhä um désses ninhos tecidos pela providenda das maes no meio das nossas agonias, se estäo exalando para ti as súplicas e os hinos do nosso alvorőgo. Por essas criaturinhas, Senhor, é que о nosso espirito se peja de cuidados e a nossa previsäo, agora mesmo, enoiteceria de agouros funestos, se te näo vissemos de permeio entre elas e о futuro caregado e temeroso. Deus benigno e piedoso, que em cada urna delas nos deixaste a miniatura da tua face desnublada, poupa-as ä expiagäo das nossas culpas. Multiplica os nossos sofrimentos em desconto dos seus. Doura-lhes о porvir do teu riso compassivo. Cura nossa Patria da aridez de alma, que a mata, semeando a tua semente nesta geragäo que desponta. Permite, enfim, que nossos filhos possam celebrar сот os seus, em dias mais ditosos, a alegria do teu natal.- 39 -